Os londrinenses deverão ter nestas eleições um número recorde de candidatos a prefeito: nove. As opções para o eleitorado somam praticamente o dobro das eleições de 2000, quando cinco candidatos disputaram o cargo. Em 1996, somente quatro candidatos buscaram a preferência do eleitor.
Até ontem foram homologadas as candidaturas a prefeito de Nedson Micheleti (PT), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Elza Correia (PMDB), Alex Canziani (PTB), Antonio Belinati (PSL), Naudemar Nascimento (PV) e Félix Ribeiro (PMN). Hoje ainda deverão confirmar nas convenções os nomes de Éder Pimenta (PSB) e Homero Barbosa Neto (PDT). Significa dizer que quase um terço dos partidos estruturados em diretórios municipais ou comissões provisórias na cidade têm candidato próprio.
Na avaliação do professor de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ronaldo Baltar, o grande número de candidatos a prefeito demonstra um amadurecimento político dos partidos, lideranças e do eleitorado londrinense. ''Do Luiz Eduardo Cheida (1992) para cá, a cidade tem mostrado um amdurecimento político, surgimento de novas lideranças que justificam esse quadro, tanto por parte dos partidos, lideranças e do próprio eleitor. Antes disso, tínhamos líderes políticos, partidos e famílias que tinham trajetória política que se revezavam na prefeitura. Agora, novas lideranças estão se fortalecendo na cidade'', analisou. ''E, como temos vários líderes, eles têm que disputar a eleição e não podem fazer coligação porque senão não têm projeção'', completou.
Baltar acredita que, como a maioria dos candidatos já é conhecida do eleitorado, a disputa vai se concentrar em torno de três a quatro postulantes ao cargo. ''A escolha do eleitor, como são candidatos conhecidos, vai ser por afinidade, propostas. Acredito que deva ser uma eleição bastante acirrada no primeiro turno, e que três a quatro candidatos devam ter a preferência'', apostou. ''Mas tem também a questão do voto útil, que é quando o candidato que tem a preferência do eleitor está mal nas pesquisas e ele acaba votando na segunda opção, se estiver com condições de se eleger, para que o candidato que ele rejeita não vença'', explicou.
Conforme a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mesmo com candidaturas confirmadas dentro do prazo previsto pela legislação (de 10 a 30 de junho), os partidos ainda poderão ''trocar'' o candidato a prefeito até 48 horas antes do início da votação, em casos de renúncia, falecimento ou declaração de inelegibilidade ou indeferimento de registro da candidatura.

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