Londrina, Curitiba e Maringá farão devolução
Em Londrina, Maringá e Curitiba, os presidentes dos respectivos legislativos municipais preferiram atribuir a eventuais cortes de gastos a devolução de aproximadamente R$ 2,4 milhões das três Casas. Na Câmara londrinense, a estimativa do presidente, vereador Sidney de Souza (PTB), é a de que o repasse à Prefeitura fique entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão - dos quais R$ 500 mil foram devolvidos já em julho passado. Na Câmara maringaense, o presidente, João Alves Correia (PMDB), projetou R$ 400 mil; outros R$ 1 milhão foram prometidos pelo presidente João Cláudio Derosso (PSDB) à administração curitibana.
No caso de Londrina, a explicação de Sidney é que houve redução de horas extras, revisão e modificação dos contratos de terceirização e corte de verbas de custeio, entre as quais de água, energia elétrica e fotocópias. ''E tínhamos verbas de investimento que não foram utilizadas'', disse. O petebista acredita que a devolução, já com valor exato dela, deverá ser anunciada entre os dias 15 e 20 deste mês.
Em Maringá, Correia afirmou que ainda está em análise o montante a ser devolvido à Prefeitura, dentro do orçamento anual de quase R$ 10,5 milhões. ''Em 2006, foram R$ 400 mil; creio que este ano também'', resumiu. O peemedebista atribuiu a não-utilização do teto de 6% da receita municipal a suposto enxugamento de despesas. ''Reduzimos o consumo em todos os setores, desde uso telefone até combustível''.
Já na Câmara de Curitiba, de orçamento anual de pouco mais de R$ 69 milhões/ano, a expectativa é que em torno de R$ 1 milhão não-utilizados seja revertido aos cofres do Município. Segundo o presidente da Casa, cortes em material de expediente e em gastos com ligações interurbanas foram fatores decisivos.
''Vamos devolver esse recurso porque acreditamos que a Prefeitura vai reaplicá-lo na área social'', afirmou Derosso, que completou: ''Cortamos alguns gastos internos, entre os quais os telefonemas interurbanos: não é função do vereador ligar para fora da cidade, e se o fizer, pagará no contracheque - todo gabinete vi ressarcir a Câmara, no final do mês''. De acordo com o tucano, foi adotado ainda meio expediente nos períodos de recesso como forma de minimizar, nas contas do mês, despesas com água, luz e café. (J.G.)





