Londrina corta 25% do Orçamento
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de novembro de 1998
Dorico da SilvaOrdens...Antonio Belinati apaga as luzes...Lúcio Horta 
O presidente da Comissão de Justiça da Câmara de Vereadores de Londrina, Sidnei de Souza (PST), disse ontem que está preocupado com o anúncio feito anteontem pelo prefeito Antonio Belinati (sem partido) de corte de 25% no orçamento para o próximo ano. A Câmara aprovou requerimento convocando o secretário municipal da Fazenda, Luiz César Guedes, para explicar, na próxima sessão, todos os detalhes do ajuste proposto por Belinati.
Antes de votar os três projetos do orçamento em plenário, queremos que o secretário explique, tim-tim por tim-tim, onde serão os cortes e que eles não prejudiquem as áreas de saúde e educação, afirmou Souza.
Anteontem, Belinati informou que a prefeitura está preparando um pacote de medidas para enfrentar o ajuste fiscal, anunciado na semana passada pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O corte de gastos deve atingir todas as secretarias municipais, sem distinção. Só não serão afetadas as obras que já foram anunciadas pela administração municipal - como pavimentação e reforma de postos de saúde -, programas essenciais e atração de investimentos. A lei aqui é a de contenção de despesas. Até a luz do prédio público nós pretendemos economizar, declarou o prefeito, logo após reunião com praticamente todo o primeiro escalão municipal.
Dorico da SilvaSão ordens...Do seu próprio gabinete após conversar com a imprensaO anúncio de anteontem contraria declaração do prefeito feita na semana passada feita à Folha. Na ocasião, ele afirmou que o ajuste econômico do governo federal não iria afetar o município. Anteontem, a história era outra: em no máximo 15 dias, a secretaria de Fazenda deve apresentar um estudo detalhado mostrando quanto e quais áreas serão atingidas com cortes de gastos. Além de obras novas e publicidade, a prefeitura promete economizar até com energia elétrica e conta de telefone. O momento é de cautela, justificou Belinati. O Brasil está caminhando para uma recessão e todas as prefeituras vão sofrer. Não se sabe ainda o nível das consequências.
O secretário de Fazenda, Luiz César Guedes, disse que os cortes começam ainda este ano, nos meses de novembro e dezembro. Ele estima que nestes dois meses cada secretaria municipal deverá reduzir as despesas em 25% do orçamento original - conforme cotas orçamentárias e financeiras que serão pré-fixadas de acordo com capacidade de receita do município. Para o ano que vem, as cotas serão retomadas, mas com valores ainda a serem definidos pela administração. Além disso, novas obras só serão autorizadas depois de analisadas criteriosamente.


