O assessor parlamentar do vereador Valdemir de Araújo Carneiro (PMN), Gelson dos Santos, presidente do diretório municipal do PMN, foi exonerado ontem pelo presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, Adalberto Pereira da Silva (PFL). A demissão foi sugerida pela Comissão Especial de Inquérito da Câmara que apurou responsabilidades pela divulgação de reportagem envolvendo o nome dos 21 vereadores da Câmara sem a autorização deles. A CEI concluiu que Santos repassou a informação à imprensa.
A exoneração foi uma das recomendações da CEI, acatadas por unanimidade pela Mesa Executiva da Câmara. A CEI também sugeriu que o vereador devolva aos cofres públicos despesas referentes à emissão de 317 correspondências enviadas através da Câmara para divulgar a vinda a Londrina do presidente nacional do PMN, Celso Brant.
Ontem, Gelson dos Santos estava inconformado com a sua exoneração. ‘‘É um ato arbitrário, injusto e eu vou recorrer à Justiça. Ainda mais porque a Mesa nem colocou o relatório para discussão no plenário’’, esbravejou. Apesar das conclusões da CEI, ele negou ter sido responsável pela divulgação de nota à imprensa em que os vereadores assinaram ato de repúdio à Polícia Militar pela morte do pastor José Idalécio Bueno, de Ibiporã. O vereador Valdemir Carneiro não quis dar declarações à imprensa.
A assessoria jurídica da Câmara informou que a presidência tem autonomia para definir contratações e exonerações das assessorias parlamentares. Os cargos são comissionados. A assessoria informou ainda que não havia necessidade de submeter o relatório da CEI ao plenário porque as recomendações a serem tomadas são de cunho administrativo, que só podem ser cumpridas pela Mesa.

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