A Prefeitura de Londrina define, nos próximos 15 dias, o novo contrato da prestação dos serviços de merenda do Município. O que está em vigência com a empresa SP Alimentos, de São Paulo, foi assinado ano passado por 12 meses a pouco mais de R$ 10,4 milhões - valor mais alto das terceirizações firmadas pela administração direta - e expira no final deste mês. Segundo o secretário municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, o Executivo vai decidir se renova com a SP por mais um ano, com adequações no modelo vigente, ou se abre novo certame à realização do serviço.
O secretário afirmou que há a possibilidade de ''eventuais problemas legais'' inviabilizarem um novo contrato com a SP. Entre os quais, citou uma possível redução de refeições fornecidas e do valor acertado. ''O pessoal da Gestão avalia até o final desta semana quais alterações precisam ser feitas; entre elas, certamente está a de que apenas um desjejum (hoje, é possível repeti-lo) é suficiente'', citou.
Outras alternativas que podem respaldar o novo modelo, conforme o secretário, podem vir da observação de outros modelos de prestação do serviço em Curitiba, onde são duas empresas distintas contratadas, e em Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), onde também é a SP. Sobre as recentes queixas de diretores de escola ante a qualidade de alguns alimentos fornecidos e ante o desperdício verificado em algumas unidades, Dias resumiu: ''Tudo isso está sendo avaliado internamente pela renovação ou pela busca de um outro prestador de serviços. Já o desperdício, sempre houve, mesmo antes de entrar a SP. Nossa luta é pela redução dele, porque acabar, não vai''.
Questionado sobre o fato de a SP ser investigada em outros estados por supostas fraudes em licitação com indício de pagamento de propina - conforme a imprensa nacional noticiou, em setembro deste ano -, o secretário respondeu: isso não preocupa a administração de Londrina. ''Aqui não temos nenhum indício de irregularidade nesse sentido; mas, se o Ministério Público (MP) apontá-las, vamos corrigir'', declarou, referindo-se à investigação instaurada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Atualmente, o MP está na fase de análise da documentação solicitada à Prefeitura. O passo seguinte é a análise desse material pela auditoria própria.

mockup