Em Londrina, a expectativa da Prefeitura é que o Governo Federal libere via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda este ano, pelo menos metade dos R$ 19,5 milhões previstos para projetos de habitação na cidade. A última reunião sobre o assunto aconteceu no final de maio, em Brasília, entre o prefeito Nedson Micheleti (PT), o presidente da Companhia de Habitação (Cohad-Ld), Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, e os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Márcio Fortes (Cidades).
De acordo com o prefeito, dos R$ 19,5 milhões pleiteados para investimento - valor que não engloba a contrapartida municipal de 20% -, R$ 10,5 milhões devem ser repassados direto à Prefeitura, enquanto os R$ 9 milhões restantes seriam liberados para obras em parceria com o Estado. ''Devemos ter repasses também para saneamento, mas aí cabe à Sanepar nos repassar'', disse.
Conforme Nedson, que acompanhará a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Curitiba, na próxima sexta, a previsão é que o recurso da habitação ''seja liberado pelo menos metade este ano''. ''Estamos trabalhando por isso, e foi isso que nos apontou já aquela reunião de maio'', afirmou Nedson, segundo o qual a prioridade da aplicação dos recursos serão moradias para habitantes de fundos de vale.
Para etapas futuras do Programa, a administração londrinense aguarda a destinação de recursos para o poliduto - ainda em fase de estudos pela Petrobras.
O presidente da Cohab, porém, disse que hoje terá ao certo a definição do quanto Londrina deverá ter liberado pelo PAC. ''Já estamos construindo 177 moradias no jardim Montecristo pelo Fundo Nacinal de Habitação de Interesse Social, que tem recursos do PAC, e já licitamos as obras de 257 casas pelo programa Habitar Brasil, também com verba do PAC, nos jardins Vale do Sol e Vale da Lula. Temos outros projetos, mas há a burocracia na liberação da verba'', afirmou.

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