A locutora Regina Estela Fonseca e o jornalista Luciano Pascoal somaram-se, ontem pela manhã, aos depoentes do inquérito que investiga denúncias de irregularidades na prestação de contas da campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT). Regina foi a primeira a ser ouvida pela Polícia Federal (PF) e teve todo o depoimento acompanhado pelo advogado do PT, João dos Santos Gomes Filho.
Regina trabalhou como locutora de rádio e televisão nos dois turnos da campanha municipal de 2004. Gomes Filho afirmou que ela recebeu R$ 5 mil pelos serviços prestados, declarados nas prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Segundo ele, não houve conflito entre esse valor e o informado pela ex-assessora de campanha do PT, Soraya Garcia, autora das denúncias que levaram à abertura de inquérito. ''Em relação a Regina, a Soraya não a acusou de ter recebido dinheiro por fora. Soraya disse que ela recebeu um valor de R$ 5 mil e foi isso mesmo que o partido pagou'', declarou o advogado.
A locutora esteve ao lado de Gomes Filho durante entrevista à imprensa logo após o depoimento, mas preferiu deixar que o advogado falasse em seu nome. Gomes Filho assegurou que não estava ali representando Regina, mas sim como advogado do PT. ''Fui eu que sugeri minha presença com a Regina para vir aqui conversar com ela sobre o teatro, eu sou um fã confesso dela da época em que ela era a maior artista do teatro londrinense'', manifestou, acrescentando que não acompanhou o depoimento de Pascoal porque não foi solicitado e por não ter intimidade com o jornalista.
Gomes Filho lembrou que a locutora já trabalhou em campanhas dos ex-prefeitos Antônio Belinati (PP) e Luiz Eduardo Cheida (PMDB), além do próprio Nedson Micheleti, em 2000. ''A Regina nunca perdeu uma eleição, é uma pé quente. Então como verdadeira vencedora, ela veio aqui (na PF) e explicou como eram as campanhas. Ela disse, por exemplo, que em relação a outras campanhas em que trabalhou, essa foi uma campanha modesta'', destacou.
O jornalista Luciano Pascoal insinuou que daria entrevista à imprensa após o depoimento, mas deixou a PF de carro sem dar declarações.

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