A Polícia Civil de Maringá não foi questionada se tinha condições de abrigar o ex-secretário de Fazenda Luis Antônio Paolicchi. Ele está preso desde sexta-feira em um apartamento de oficiais do 5º Grupamento de Bombeiros, com ar condicionado, frigobar, televisão e um ramal telefônico. Paolicchi e três servidores da prefeitura são acusados do desvio de R$ 3,1 milhões dos cofres do município. O ex-secretário estava com a prisão preventiva decretada desde 16 de outubro e foi detido na quinta-feira em um hotel de Florianópolis.
Ontem, a Folha apurou que um dos motivos do impedimento da permanência de Paolicchi na 9ª Subdivisão Policial (SDP) seria o envolvimento de delegados com o ex-secretário. ‘‘Não temos rabo preso com esse sujeito e se existir provas elas podem ser publicadas porque exercemos cargo público’’, reagiu o delegado-operacional da 9ª SDP, José Aparecido Jacovós.
O delegado-adjunto, Nilson Rodrigues da Silva, responsável pela carceragem, disse que a cela tem todas as condições para abrigar Paolicchi. O delegado-chefe da Polícia Federal, José Ferreira de Oliveira, afirmou ontem que a Civil não foi consultada porque a cadeia sempre está com problema de superlotação. Na Justiça Federal, a informação é que no dia da remoção o juiz não estava na cidade e as autoridades de segurança decidiram pelo quartel dos bombeiros.
O diretor da Vara Federal Criminal, João Cláudio Moraes Caiçara da Silva, disse que não está definida a data de audiência de Paolicchi. ‘‘Acredito que ainda nesta semana o réu será ouvido.’’

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