Livro de professores da UEL reúne indicadores públicos
Elaborado por docentes do Núcleo Interdisciplinar de Gestão Pública, obra traz dados estatísticos importantes para as gestores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Elaborado por docentes do Núcleo Interdisciplinar de Gestão Pública, obra traz dados estatísticos importantes para as gestores

Um livro elaborado por três pesquisadores do Nigep (Núcleo Interdisciplinar de Gestão Pública) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) traz indicadores importantes para gestões públicas de forma organizada. ““Novos Rumos para o Desenvolvimento Local: Políticas Públicas Includentes e Sustentáveis” foi lançado na última segunda-feira (8) e está disponível gratuitamente em versão PDF.
O material foi coletado e coordenado pelos professores Luís Miguel Luzio dos Santos, Vera Lúcia Tieko Suguihiro e Saulo Fabiano Amâncio de Oliveira. Segundo Luzio, o livro surgiu da necessidade de organizar e tornar acessíveis indicadores públicos que, embora produzidos por instituições como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), muitas vezes são difíceis de localizar e interpretar.
“Quando você entra nos sites, encontra muitos números espalhados. A didática fica comprometida”, explicou.
A proposta foi reunir dados federais, estaduais e municipais, seguindo áreas fundamentais da gestão pública, como economia, saúde, educação, habitação, segurança e meio ambiente. Cada capítulo traz séries históricas, de 2010 até o último Censo, e dois estudos de caso usados como referência.
Na educação, por exemplo, foram analisados os modelos do Ceará e da Finlândia, considerados exemplares.
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Avanços e carências
Ao compilar os indicadores, os pesquisadores observaram avanços importantes, como a redução da mortalidade infantil no Brasil, Paraná e Londrina. “Historicamente tínhamos uma situação extremamente precária. Ainda estamos acima da média dos países desenvolvidos, mas vemos progresso ano a ano”, afirmou Santos.
Por outro lado, o levantamento também revelou persistência de problemas estruturais. O déficit habitacional é um dos pontos mais graves. “É escandaloso imaginar que somos a décima economia do mundo e ainda temos cerca de 12 milhões de famílias vivendo em moradias insalubres”, disse.
Para o professor, o principal mérito da obra é mostrar carências históricas que se repetem ao longo de décadas, independentemente de governos. O objetivo, afirma, é oferecer um material que auxilie gestores públicos e incentive políticas mais focalizadas na redução das desigualdades.
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O livro foi financiado pelo Nigep e não é comercializado. A versão impressa está sendo distribuída apenas a gestores e pesquisadores, mas qualquer interessado pode baixar o arquivo em PDF gratuitamente.
“A ideia é expandir o acesso ao maior número possível de pessoas. Alunos, inclusive do ensino médio, podem usar o livro, porque os indicadores estão apresentados de forma clara e acessível”, destacou o professor.
O grupo pretende atualizar a obra a cada novo Censo, criando edições periódicas que retratem a evolução dos indicadores ao longo do tempo.


Luis Fernando Wiltemburg
Repórter de Cidades.






