Brasília - Uma votação paralela que contabiliza o voto de todos os membros do Ministério Público da União colocou a subprocuradora Deborah Duprat em primeiro lugar na lista tríplice para indicação do novo procurador-geral da República. A lista que a presidente Dilma Rousseff receberá, porém, será a da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), que tem Rodrigo Janot na primeira colocação.
Se fossem contabilizados no pleito os membros do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Militar e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Duprat teria ao todo 884 votos. Em segundo, ficariam Janot, com 576; e em terceiro lugar, com 516 votos, Ella Wiecko. A subprocurador-geral Sandra Cureau teria 308 votos.
Na eleição feita na quarta-feira pela ANPR, que congrega apenas os membros do Ministério Público Federal, o mais votado foi Janot, que teve 511 votos válidos. Em seguida aparecem Wiecko, com 457, e Duprat, com 445.
Dilma vai escolher o sucessor de Roberto Gurgel até agosto. A presidente não precisa seguir a indicação da ANPR. No entanto, nos dez anos do governo petista, a tradição tem sido a escolha do mais votado pelos membros da classe.
O nome do escolhido depois tem de ser aprovado pelo Senado. Pela Constituição, o procurador-geral da República é ao mesmo tempo o chefe do Ministério Público Federal e do Ministério Público da União. Por isso, ele deve obrigatoriamente ser membro do Ministério Público Federal.
Nos últimos anos, porém, os outros três ramos do Ministério Público da União reivindica a participação maior na escolha do procurador. Com isso, as associações que os representam decidiram fazer uma votação paralela. A ANPR tem 1.200 membros, enquanto as outras associações reúnem 1.500 procuradores.

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