Lista fechada está longe do consenso entre deputados do PR
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segunda-feira, 18 de junho de 2007
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
O posicionamento de quatro deputados federais pelo Paraná ouvidos ontem pela FOLHA, reflete a divisão na Câmara dos Deputados em relação ao projeto de lei 1210/2007.
O deputado Alfredo Kaefer (PSDB) é contrário a proposta de lista preordenada (fechada). Segundo ele, a lista seria um prejuízo para o País, pois esse sistema de voto só poderia ser adotado em sistemas políticos de partidos estruturados e organizados. ''Só com o fortalecimento dos partidos podemos falar em lista fechada'', defendeu. O entendimento dele é semelhante ao do deputado Gustavo Fruet (PSDB). ''Primeiro temos que aprovar o financiamento público de campanhas, a fidelidade partidária, o fim das coligações. Acho complicado aprovar a lista fechada. Um número restrito de candidatos teria acesso às eleições. Quem controla os filiados é a Executiva dos partidos. Faltaria oxigenação, nomes novos. Diminuiria a possibilidade de renovação. A única vantagem da lista é a unicidade partidária. Mas a fidelidade daria conta disto'', analisou Fruet.
Tanto Fruet quanto Kaefer preferem a lista flexível - caso tenham que optar por um estilo de listagem definida pelos partidos.
Entre os que defendem a lista fechada, o principal argumento é o fortalecimento da ideologia partidária. ''Estamos tendo queda de representatividade popular a cada eleição. Tem mais lobbista do que candidato do povo. Tudo acaba sendo negociado. Um terço da Câmara mudou de partido entre a eleição, a posse e o início dos trabalhos. Não existe idealismo, posição. Ganha quem compra o voto do eleitor. Por isso, sou a favor da lista. Ela vai sanear a vida partidária e dar privilégios para quem tem convivência partidária. Melhora a qualificação dos candidatos e a força dos partidos'', defendeu o Max Rosenmann (PMDB).
''Dizer que a lista fechada vai favorecer o caciquismo político não é verdade. O caciquismo exite hoje nos partidos. E não vai piorar com a lista fechada. A lista, melhor ainda se for a flexível, trará maior valorização partidária e acabará com o caráter individualista da votação. O candidato será eleito pelo partido e votará de acordo com que o partido prega. Quem não fizer uma lista bem feita será excluído na próxima eleição. Não tem outro jeito'', pontuou o deputado Eduardo Sciarra (DEM).


