A lista dos falsos homens-bomba foi aberta, em 2004, pelo assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, flagrado, em imagens gravadas por um circuito interno de TV, pedindo propina a um bicheiro. Protagonista do escândalo do mensalão, Roberto Jefferson, presidente do PTB, foi o único a detonar seu potencial explosivo. Não implicou diretamente o presidente Lula no escândalo, mas provocou a mais grave crise de seu governo. E, se por um lado teve seu mandato cassado, por outro arrastou consigo o ex-ministro José Dirceu - na época o petista mais poderoso da Esplanada dos Ministérios - e também líderes e dirigentes dos partidos da base aliada.
Além de Dirceu, as denúncias de Jefferson derrubaram o então presidente do PT, José Genoino, e toda a cúpula petista. A assessoria de Dirceu na Casa Civil foi dizimada. Além disso, só em Furnas Centrais Elétricas três diretores caíram, acusados de desviar recursos da empresa para campanhas petistas.
As bombas petistas, que faziam política com Jefferson, não detonaram. Todas foram sucessivamente desativadas pelo Planalto, numa política que se mantém ativa nestes cinco anos e meio de governo. ''A mim me propuseram o silêncio com algumas garantias'', recorda Jefferson. Aparecido prova que, do caso Jefferson para cá, o governo não errou mais. (C.S./A.E.)

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