Gleisi Hoffmann: "Violência sem precedentes na nossa história democrática"
Gleisi Hoffmann: "Violência sem precedentes na nossa história democrática" | Foto: Nelson Almeida/AFP



Brasília - O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), publicou um vídeo nas redes sociais para convocar os militantes para uma vigília em frente à casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, a partir das 5 horas da manhã desta sexta-feira (6). O ato deve ocorrer horas antes do final do prazo para Lula se entregar voluntariamente à Justiça, em Curitiba, marcado para as 17h de amanhã.
"É hora de a gente estar com o presidente Lula. Quero chamar todos de São Paulo, quem é de fora também, para ir a São Bernardo mostrar solidariedade", disse Lindbergh. Ele classificou a prisão como "absurda, ilegal e inconstitucional".
Pelo Twitter, ele também fez críticas ao juiz federal Sérgio Moro. "Moro, alçado ao estrelato pra cumprir o papel de verdugo de Lula, conseguiu o que queria. Menos de 24h depois da sessão do STF, sai a ordem de prisão. Depois? EUA, quem sabe? E a lata de lixo da História, com certeza. Lula é um gigante; Moro é um patético serviçal do capital", afirmou.
Há aliados do petista que defendem que ele não se entregue. Alguns, como a deputada Maria do Rosário (RS), se manifestaram publicamente. No Twitter, ela afirmou que "prender Lula é uma obsessão para alguns". Ela defendeu que o ex-presidente não se entregue em Curitiba, como determinou o juiz Sergio Moro.
Líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (RS) disse em uma rede social que a decisão foi política e culpou a imprensa por pressionar a Justiça. "Foi uma decisão política, uma vez que alguns ministros optaram por rasgar a Constituição e aceitar a pressão da Globo para tentar inviabilizar Lula. O nome disso não é Justiça, é política", afirmou Pimenta.

'RANCOR E ÓDIO'
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que a decisão do juiz Sérgio Moro de expedir mandado de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reedita os tempos da ditadura militar. Para ela, Moro não esperou se esgotarem os prazos de recurso e está "armado de rancor e ódio".
"Violência sem precedentes na nossa história democrática. Um juiz armado de ódio e de rancor, sem provas e com um processo sem crime, expede mandado de prisão para Lula, antes de se esgotarem os prazos de recurso. Prisão política, que reedita os tempos da ditadura", disse por meio do Twitter.

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