Limite do governo de emendas individuais enfrenta resistência
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segunda-feira, 25 de setembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
De olho em seus redutos eleitorais, a maioria dos caciques políticos, tanto os aliados ao governo como os de oposição, não abre mão de fazer emendas ao Orçamento principalmente para pequenas obras em seus Estados. Por isso, a proposta do presidente Fernando Henrique Cardoso de limitar a R$ 1,6 bilhão o total de recursos destinados às emendas individuais e coletivas dos parlamentares na proposta orçamentária de 2001 vai enfrentar sérias resistências.
Até o dia 1º de setembro, segundo levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), 15 deputados e senadores que integram a cúpula do Congresso tinham conseguido empenhar cerca de R$ 12 milhões em recursos para suas emendas apresentadas ao Orçamento de 2000. Das lideranças aliadas ao Palácio do Planalto, a única exceção foi o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que não apresentou nenhuma emenda individual ao Orçamento deste ano. Em geral nunca apresento emendas individuais, explicou Madeira.
Pelo levantamento do Siafi, preparado no gabinete do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), dentre as principais lideranças partidárias no Congresso, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), foi o recordista em verbas empenhadas: vai ter liberado R$ 1,4 milhão para 20 emendas. Pré-candidato ao governo de São Paulo, em 2002, Temer distribuiu os recursos de suas emendas por 20 cidades do interior paulista.
Ao contrário de Temer, o presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), optou em destinar os recursos de suas emendas apenas para Salvador. ACM teve empenhado R$ 1,1 milhão em cinco emendas, uma das quais de R$ 900 mil para revitalização da infra-estrutura urbana da capital baiana.
O líder do PSDB na Câmara, deputado Aécio Neves (MG), e o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), por exemplo, obtiveram, cada um, R$ 1,05 milhão empenhado.


