O aumento na ''temperatura'' do horário eleitoral abriu o embate jurídico entre as coligações A Vitória do Povo, de Antonio Belinati (PSL), e Bem Londrina, de Nedson Micheleti (PT). A briga, travada na 42 Zona Eleitoral, começou com três liminares duas para o PT e uma para o PSL concedidas pelo juiz auxiliar, Alberto Junior Veloso.
A primeira decisão, aceita parcialmente, impede que a equipe de campanha de Nedson faça qualquer tipo de pré-julgamento ao ex-prefeito, insinuado nos programas de segunda e terça como autor de um ''desvio de milhões de reais da prefeitura''. O material ainda fez referência à época em que Belinati foi cassado e preso, com recortes de jornais e telejornais locais e nacionais sobre os fatos. Aqui, o juiz entendeu se tratar de crítica, e não difamação, uma vez que ''se evidenciam como imagens públicas e reais, efetivamente veiculadas na mídia do país''. Por outro lado, Veloso sustentou que a Bem Londrina parece ''já ter processado e julgado'' o adversário e condenou a iniciativa.
Para o advogado da coligação do ex-prefeito, Adolfo Góes, o pedido de liminar seria para evitar ''as agressões de linguagem selvagem, tendo em vista que não há nenhuma sentença no caso Ama-Comurb'', disse. O advogado da Bem Londrina, Gustavo Munhoz, informou já ter orientado a equipe a cumprir a liminar.
As duas liminares favoráveis ao PT foram contra duas inserções de Belinati na TV. Em ambas são feitas críticas ao prefeito Nedson uma por Belinati, em uma van em movimento, e outra por uma eleitora que promete gritar palavras contra o petista caso ele deixe o cargo ano que vem, em retaliação ao fim da Frente de Trabalho. Na interpretação do juiz, o material não só é difamatório como ainda fere o artigo 34 da resolução 21.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe imagens externas nas inserções. De acordo com Góes, a coligação vai avaliar se recorre ou não ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) quanto à inserção da van. ''Da outra com certeza recorreremos, pelo menos quanto ao teor do que a mulher fala não são expressões difamatórias, mas críticas'', argumentou.

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