A administração municipal foi alvo de mais duas liminares que determinam a promoção imediata de dois grupos de servidores públicos de Londrina. Dessa vez, as duas ações coletivas contemplam cerca de 60 servidores que, na avaliação do juiz da 6 Vara Cível, Celso Saito, têm direito também ao pagamento de multa de 0,5% ao mês, a contar da data em que deveriam ter sido promovidos.
A batalha judicial é mais capítulo da briga travada entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv) e a Prefeitura, desde que a Secretaria Municipal de Gestão Pública, chefiada por Jacks Dias, decidiu suspender a implantação da segunda etapa do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Na época, a alegação é que um erro de cálculo dessa etapa que contempla cerca de 2.170 servidores geraria um impacto de R$ 10 milhões na folha de pagamento do funcionalismo. O secretário de Fazenda, Wilson Sella, que admitiu o erro nos números, chegou a anunciar que um acordo do tipo seria ''impagável''.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o prefeito Nedson Micheleti (PT) informou que a Procuradoria Jurídica vai recorrer da decisão, logo que intimado, a exemplo do que já foi feito na liminar concedida a um grupo de 20 servidores, de ação coletiva idêntica, no último dia 2.
Questionado se a briga poderia influenciar negativamente na negociação dos 21% de reposição salarial, em voga também este mês, o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja voltou a criticar o prefeito Nedson. ''Isso representa a confirmação de que o prefeito vem infringindo a lei, mas são assuntos diferentes, espero que saibam disso'', afirmou.
Uma segunda etapa do acordo acontece hoje, às 14h30, no auditório da Caapsml. Pelo aviso do sindicalista, a não-apresentação de uma proposta viável pode gerar um protesto a ser feito depois do encontro, ou mesmo um indicativo de greve na assembléia do próximo dia 17. ''Ontem (domingo) fizemos reunião de mobililização com 80 servidores, analisamos a situação e entendemos que o prefeito não está negociando, uma vez que não se sentou para conversar conosco pessoalmente'', disse. Para Urbaneja, dependendo do que for apresentado hoje, os servidores devem fazer um protesto até a Câmara e a Prefeitura. ''Ele está empurrando a categoria para uma greve'', considerou.
O secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, rebateu a acusação de Urbaneja. Na opinião dele, ''não é o sindicato quem deve escolher que membro do Executivo vai participar da negociação''. ''Afinal, secretariado serve para isso; o que posso dizer é que apresento cada decisão ao prefeito'', afirmou. Dias não quis adiantar se apresentaria ou não uma proposta na reunião de hoje. ''Só na hora'', concluiu.

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