Liminar que tirou Belinati da prisão não foi contestada ainda
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segunda-feira, 21 de maio de 2001
De Londrina 
Ao contrário do que informou na semana passada, o Ministério Público Estadual (MPE) não encaminhou ontem ao Tribunal de Justiça (TJ) o pedido de reconsideração do relaxamento das prisões do ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido), do ex-presidente da Sercomtel S.A. Rubens Pavan e do ex-secretário municipal de Governo Wilson Mandelli.
Os três foram presos há duas semanas, acusados de participação no desvio de R$ 1,7 milhão da Prefeitura de Londrina através de licitações fraudulentas. Eles só foram soltos por liminar concedida pelo TJ. Segundo a assessoria do MPE, o procurador Hélio Henrique Fernandes Lima não conseguiu concluir ontem o recurso.
O MPE também deve recorrer do relaxamento da prisão de outros três acusados de participação nos desvios e que conseguiram liminar no TJ o ex-secretário de Governo Gino Azzolini Neto, o ex-tesoureiro de Belinati, Cassimiro Zavierucha (Carlos Júnior), e Arion Cruz Santos, de Curitiba. O empresário curitibano Solano da Ros também ingressou com habeas-corpus no TJ.
Em Londrina, o Ministério Público deve recorrer hoje da decisão do juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, que não acatou pedido de prisão contra sete réus incluindo Belinati de uma nova ação criminal por desvios de recursos. O juiz preferiu aguardar manifestação do TJ sobre o mérito do habeas-corpus da primeira ação. Na semana passada, o MP também ingressou com um recurso na 4ª Vara pedindo a prisão de outros 14 réus da primeira denúncia criminal. Até ontem à tarde o juiz não havia se manifestado.


