O juiz da Vara Cível de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana), Paulo César Roldão, suspendeu dia 15 pela segunda vez os trabalhos da Comissão Processante instaurada pela Câmara de Vereadores, que apura denúncia de improbidade administrativa contra o prefeito Pedro Wilson Papin (PSDB).
A sessão de votação do relatório final da CP, que aponta que o Papin teria utilizado pessoal e maquinário da prefeitura para pavimentar um quilômetro de estrada que dá acesso a sua fazenda, estava marcada para ontem pela manhã, mas o prefeito obteve quinta-feira uma liminar impedindo a realização da sessão. A comissão foi paralisada pela primeira vez no dia 15 de julho de 2003, 45 dias após ter sido instaurada e somente pode retomar os trabalhos no início deste ano.
Segundo o presidente da CP, vereador Celestino Júnior (PMDB), Papin teria alegado no pedido de suspensão da votação, que não foi ouvido pela comissão. ''O juiz está pedindo informações. Fui intimar o prefeito dia 9 de março para ser ouvido na comissão no dia 11. Ele pediu para que remarcássemos para o dia 23 e aceitamos. Porém no dia 22, chegou um fax do advogado dizendo que o prefeito estaria na cidade paulista de Ipiranga, participando de uma audiência. Mesmo a data tendo sido solicitada por ele, a comissão deu uma nova data, dia primeiro de abril, mas ele não compareceu'', relatou Júnior. ''Vamos repassar as informações ao juiz na segunda-feira'', complementou.
O caso também foi alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público. A ação foi julgada improcedente na Comarca de Ivaiporã e o MP recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ). Na defesa apresentada ao TJ, Papin alegou que pagou pelo uso do maquinário.
A reportagem tentou entrar em contato com Papin, mas foi informada na prefeitura, de que ele estaria viajando. O advogado de Papin, Alikãn Zanotti, também não foi localizado.

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