A desocupação das três praças da Viapar, no Norte e no Noroeste do Estado, teve respaldo de três liminares judiciais concedidas no final da tarde, mas não encontrou resistência por parte dos trabalhadores rurais sem-terra.
De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária, a última praça a receber a notificação da reintegração de posse, já perto das 19 horas, foi a de Presidente Castelo Branco (26 km a noroeste de Maringá). As primeiras a serem esvaziadas foram as praças de Mandaguari (33 km a leste de Maringá) e Arapongas (37 km a oeste de Londrina), nas quais o volume médio de veículos é maior.
Conforme a assessoria de imprensa da Viapar, a cobrança liberada pelos sem-terra desde as primeiras horas da manhã foi normalizada no início da noite, sem necessidade de os oficiais de Justiça solicitarem reforço policial para fazer valer a medida. A informação foi confirmada no fim do dia pelos oficiais de Justiça Nilson Sérgio da Silva e Marcos Barbosa, de Arapongas.
Até ontem à noite, a concessionária ainda não possuía um levantamento dos prejuízos. Entretanto, o advogado do grupo, José Everardo Vieira, disse que nos próximos dias serão avaliados os danos que teriam sido causados na manifestação entre os quais, destacou, a depredação das câmeras de vídeo. ''Trata-se de um bem público que deve ser resguardado, agora terá de ser ressarcido'', declarou.

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