Liminar do TSE mantém Alceu Maron na AL
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terça-feira, 16 de abril de 2013
José Lazaro Jr. <br>Reportagem Local 
Curitiba - Alceu Maron (PSDB) conseguiu na Justiça o direito de continuar deputado estadual enquanto é julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária. Ele ocupa hoje uma suplência do PPS, sigla pela qual disputou a eleição para a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná em 2010, mas da qual se desfiliou para ser candidato à Prefeitura de Paranaguá.
Na época, Alceuzinho reclamou da promessa de apoio do PPS ao PDT de Paranaguá, a quem o político fazia oposição no Litoral do Estado. Alceuzinho perdeu a eleição e, quando Marcelo Rangel (PPS) deixou a AL, no início de 2013, para assumir a Prefeitura de Ponta Grossa, o político de Paranaguá foi chamado para ocupar essa vaga pela direção da AL.
Depois que ele tomou posse, o médico Felipe Lucas (PPS) pediu a vaga de Alceuzinho na Justiça Eleitoral e teve o pedido atendido. Na ocasião, o magistrado Josafá Antonio Lemes, relator do caso na Corte do TRE, deu ganho de causa ao PPS. ''Simples desavenças internas e contratempos eventuais com dirigentes partidários não configuram discriminação pessoal grave'', decidiu o juiz eleitoral, no início de março.
Alceuzinho recorreu ao TSE e, ontem ao meio-dia, a decisão do ministro Henrique Neves da Silva foi comunicada ao presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), que já se preparava para empossar Felipe Lucas no cargo. Silva entendeu que as testemunhas do PSDB não foram ouvidas e que o apoio do PPS ao PDT em 2012 precisa ser melhor avaliado pela Justiça, antes de se confirmar, ou não, a perda de mandato do tucano.
''Eu me apeguei numa justa causa, que é a grave ofensa pessoal e o desvio reiterado do programa partidário'', disse Alceuzinho para a imprensa. Não há prazo para que a ação seja avaliada em definitivo pelo TSE, mas a decisão liminar do ministro Henrique Silva determina que o tucano permaneça na vaga do PPS enquanto o processo estiver em andamento.


