Curitiba - Uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná no início da noite de ontem autorizou liberdade ao ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Abib Miguel (conhecido como Bibinho). Preso há dois meses no Centro de Triagem 2 de Piraquara, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Bibinho estaria atrapalhando o andamento do processo, de acordo com a acusação.
A liminar foi concedida pela juíza substituta em segundo grau Lilian Romero e fala em ''imediato cumprimento''. Segundo informações do advogado do ex-diretor, Eurolino Sechinel dos Reis, Bibinho deve ser solto hoje. No habeas corpus, a defesa de Bibinho alegou que ele estaria sofrendo ''constrangimento ilegal'', pelo indeferimento do pedido de revogação de prisão e ''consequente manutenção da sua segregação''. A juíza decidiu então que, como a fase de instrução do processo ao qual Bibinho responde foi encerrada, não havia mais subsistência para mantê-lo preso preventivamente.
Coordenador do Gaeco, Leonir Batisti disse que o propósito é que o processo possa seguir seu andamento normal sem que se sofra ''problemas artificiais'' a serem colocados pela defesa. No ano passado, a defesa apresentou atestados médicos alegando que Bibinho não teria condições psicológicas de responder ao processo. Bibinho é acusado dos crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, enquanto era diretor da AL, por suposto envolvimento na contratação de funcionários fantasmas para desviar milhões de reais dos cofres públicos.

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