O desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, concedeu liminar ao prefeito de Loanda (Noroeste), Flávio Aramis Accorsi (PPS), permitindo que ele volte ao cargo. Accorsi havia sido afastado em 19 de maio por decisão do juiz substituto Paulo Fabrício Camargo, em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público (MP). O prefeito é acusado de utilizar em sua propriedade rural uma roçadeira e um trator do município, além de "cooptar a mão de obra de servidores municipais em seu dia de descanso para serviços particulares sem qualquer contraprestação".
Para o MP, o afastamento se justificava para impedir que Accorsi se utilizasse do poder de seu cargo para intimidar testemunhas, pois "teria feito graves ameaças tanto à autoridade policial como às demais pessoas que se faziam presentes" no momento de sua prisão, em 3 de maio. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 72,4 mil. Seis servidores trabalhavam na fazenda do prefeito.
O desembargador, no entanto, entendeu que as provas necessárias à configuração do possível ato de improbidade foram gravadas em vídeo. "Tratando-se, pois, de fato incontroverso – até porque, repita-se, provado por meio de áudio e vídeo de ampla circulação, inclusive na internet – não haverá necessidade da produção de outras provas a seu respeito", escreveu o magistrado, lembrando que sua decisão pode ser revogada a qualquer momento desde que se demonstre "concretamente (que o prefeito está) agindo de modo a prejudicar a regular instrução processual".
A defesa do prefeito alega que ele arrendou sua fazenda, que os servidores receberiam posteriormente e que os aluguéis das máquinas seriam recolhidos adiante. O advogado Accorsi, Maurício Carneiro, disse que seu cliente deve reassumir hoje o cargo.

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