Ligado a Antonio Carlos, ministro promete lealdade
O deputado Roberto Brant (PFL-MG), que assumirá o Ministério da Previdência Social, disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso poderá contar com sua lealdade irrestrita. Brant deixou claro, no entanto, que não se sentirá confortável se o presidente lhe pedir que rebata críticas ou denúncias feitas pelo ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Foi justamente o silêncio de Waldeck Ornélas e Rodolpho Tourinho ante críticas de ACM o motivo alegado pelo próprio presidente para demiti-los dos cargos de ministros da Previdência e de Minas e Energia. A função dos ministros não é sair em defesa contra acusações feitas por setores que fazem oposição ao governo, afirmou Brant. Ele lembrou que, como parlamentar, vem fazendo críticas pontuais à política econômica do governo, mas adiantou que, se vier a participar do governo, pretende acatar as diretrizes do presidente, manifestando-se apenas internamente.
Brant se disse favorável à contribuição previdenciária dos servidores públicos inativos, lembrando que, como parlamentar, sempre votou a favor dessa contribuição. E antecipou que sua função, como ministro que tem um bom trânsito em todas as correntes do PFL, seu partido, e também em outros partidos, será aconselhar o presidente sobre a melhor oportunidade para colocar em votação a proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê a contribuição dos inativos.
Um dia os inativos terão que contribuir para a Previdência. Se isso vai ser em 2002, 2005 ou 2010 é uma questão que teremos que examinar mais adiante, observou.
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