Liga Árabe estuda resposta
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segunda-feira, 01 de abril de 2002
France Presse 
CairoOs Governos árabes, pressionados pela opinião pública de seus países, avaliam a possibilidade de adotar uma resposta própria à ofensiva militar israelense nos territórios palestinos, sem esperar pelo apoio da comunidade internacional.
O Conselho da Liga Árabe realizará hoje, no Cairo, uma reunião de emergência para avaliar a situação nos territórios palestinos e as formas de apoio ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, cercado pelos israelenses desde sexta-feira na cidade cisjordaniana de Ramallah.
Na reunião, que será presidida pelo secretário-geral da Liga, Amro Musa, estarão representados os 22 países que integram o organismo, incluindo a Palestina, segundo fontes da organização pan-árabe.
Musa acusou ontem o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, de ser um arrogante assassino dos palestinos, e os Estados Unidos de parcialidade, e exortou os Governos e povos árabes a apóoiar financeira e politicamente a resistência palestina contra a ofensiva militar israelense. A situação é cada vez mais perigosa devido à guerra total de Israel contra os palestinos, disse Musa, que confirmou que mantém consultas com os chefes das diplomacias árabes para convocar uma reunião do Conselho Ministerial da Liga ou uma cúpula árabe de emergência.
A Jordânia e o Egito, os únicos países árabes que têm acordos de paz com Israel desde 1979 e 1994, respectivamente, enfrentam também pressões populares para romper esses laços.
Em ambos os países, da mesma forma que no Iêmen, no Líbano, na Líbia e no Iraque, além de várias capitais européias, milhares de pessoas se manifestam quase diariamente, e ontem muitas delas enfrentaram a polícia de choque.
As forças de segurança em Amã e no Cairo impediram ontem que milhares de manifestantes se aproximassem das embaixadas israelenses nesses países, cercadas de estritas medidas de segurança.


