Líderes vão definir ''gerentes''
Agência Estado
De Brasília
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), convocou uma reunião dos líderes dos partidos para terça-feira, quando será decidido o nome do relator do Plano Plurianual de Investimentos (PPA), rebatizado de Avança Brasil. A iniciativa visa a pôr um fim à disputa do cargo entre os partidos aliados do governo. Desde a semana passada, PSDB, PFL e PMDB tornaram público o interesse pela relatoria. A indefinição pode atrasar a análise de plano estratégico lançado pelo presidente FHC, onde são alinhadas as metas de desenvolvimento do País para os próximos quatro anos.
Para ACM, a princípio, a relatoria do PPA deveria caber ao PSDB, levando em conta o tamanho da bancada e o critério de rodízio dos partidos na ocupação de cargos considerados importantes. O presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), mantinha ontem a candidatura. Na semana passada, Barbalho avocou para si a relatoria, depois do PFL ter indicado o nome do deputado mineiro Eliseu Resende. Não vou retirar meu nome, a não ser que me provem que estou equivocado, disse ontem Barbalho. É natural que eu tenha interesse por um projeto que vai tratar de assunto de interesse do País, completou.
ACM afirmou ontem, no plenário, que é preciso respeitar o regimento interno e a Constituição. Segundo ele, o regimento não permite que o presidente da Comissão Mista do Orçamento seja da mesma Casa e do mesmo partido do relator. O presidente da comissão é o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM). Dentro da proporcionalidade, a relatoria (do PPA) pode ser que caiba até ao PSDB, disse ACM. Seja como for, tem de ter a concordância de todos os líderes partidários, emendou. Quem vai decidir são os líderes, como manda o regimento.
Segundo ACM, antes da reunião dos líderes, qualquer manifestação de qualquer partido ou de pretenso relator não tem validade. Para o presidente do Congresso, Barbalho teria se candidatado por desconhecimento do regimento ou porque tenha surgido um nome no PFL. O senador acredita que o debate em torno da relatoria pode até ser saudável, desde que não extrapole.





