Arquivo FolhaSugestão 1Michel Temer: deputando propõe a manutenção do recesso de julho Líderes na Câmara dos Deputados estão discutindo propostas de funcionamento do Congresso no segundo semestre deste ano para evitar que a campanha eleitoral paralise os trabalhos legislativos a partir de julho. Se depender do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), entre julho e outubro haverá somente quatro dias de votação, referentes às quatro quartas-feiras de agosto. Na sua opinião, o recesso de julho deve ser mantido. Os deputados voltariam a trabalhar em agosto, com a obrigação de comparecerem à Câmara às quartas-feiras, quando haveria pauta de votações.
No mês de setembro, os parlamentares seriam liberados para fazer campanha eleitoral. Segundo o líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE), o recesso de julho deve ser mantido. Em agosto e setembro, ainda de acordo com o deputado pernambucano, a Câmara alternaria uma semana de trabalho com outra de folga para que os deputados possam participar da campanha eleitoral.
Arquivo FolhaSugestão 2Inocêncio de Oliveira: projetos polêmicos votados só até julho
‘‘Nós temos de conciliar os trabalhos do Congresso com as eleições. A paralisação do Legislativo criaria problemas para a governabilidade’’, diz o líder pefelista. Segundo Temer e Inocêncio, os projetos considerados polêmicos seriam votados até julho, quando os deputados ainda não deverão estar totalmente envolvidos com as campanhas eleitorais. A pauta dos meses de agosto e setembro teria apenas projetos consensuais.
Essa proposta desagrada à oposição. ‘‘Vamos votar projetos polêmicos, sim. Senão a Câmara vai se transformar num departamento do Itamaraty’’, defende o líder do PT, deputado Marcelo Déda (SE). O líder se refere à tradição da Câmara de, nos dias de menor quórum, votar somente textos de acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro. ‘‘Ano de eleição é ano para votar projetos polêmicos. Temos de refrescar a memória do eleitor’’, afirma o deputado José Genoino (PT-SP).
A proposta dos petistas é aproveitar ao máximo o primeiro semestre, inclusive o mês de julho. ‘‘Desde que a suspensão do recesso de julho não represente custos adicionais aos cofres públicos’’, diz Déda. O líder petista considera que, em agosto e setembro, os dias de votação e os projetos incluídos na pauta deverão ser definidos com antecedência. Para Genoino, o recesso poderia ser adiado para agosto ou setembro. No mês em que houver trabalho, as votações seriam às terças e quartas.

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