Líderes suspendem votações às segundas
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Gabriela Guerreiroe Andreza Matais<BR>Folhapress 
Brasília - Os líderes partidários da Câmara decidiram ontem não trabalhar mais às segundas-feiras em Brasília. Em reunião com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), os líderes avaliaram que as sessões às segundas-feiras não são produtivas e que é melhor suspender as votações na Casa nestes dias. Tradicionalmente, a Câmara não realizava sessões às segundas-feiras, mas Chinaglia imprimiu um novo ritmo de trabalhos na Casa instituindo sessões deliberativas (com votações) de segunda a quinta-feira. Antes de Chinaglia, as votações ocorriam sempre às terças, quartas e quintas-feiras.
Nos três dias da semana, quem não comparecer terá os salários cortados no final do mês caso não apresente justificativas para as situações previstos no regimento. Já as ausências nas segundas e sextas-feiras não implicarão em cortes salariais - o que na prática permite aos deputados permanecerem em seus Estados.
''Todos os líderes têm sido pressionados por parlamentares que nos seus Estados têm demandas por audiências às segundas-feiras. Ao invés de uma sessão na segunda-feira à noite, teremos na terça-feira pela manhã'', afirmou o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ).
A decisão teve o aval de parlamentares do governo e da oposição. Os líderes insistiram que o fim das sessões às segundas não implica em paralisia na Casa - uma vez que os parlamentares querem compensar as sessões suspensas nas terças pela manhã.
Os líderes também definiram que o reajuste salarial dos 513 deputados entrará na pauta de votações da Casa assim que a pauta for liberada. O presidente da Câmara se comprometeu a incluir o reajuste na pauta depois da votação das MPs (medidas provisórias) que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - que deve ocorrer até o final de abril. Se o reajuste for aprovado, os subsídios dos deputados vão passar dos atuais R$ 12.847,20 para R$ 16.250.
O novo valor também vale para o Senado Federal. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou ontem que vai acatar o que for decidido pela Câmara.


