Brasília - A última semana de votações do Congresso antes do recesso legislativo, considerada decisiva pelo governo, começou ontem com problemas de articulação política. Dos cinco projetos que estão na pauta do Senado, a oposição só concorda em votar a Lei de Falências e, no máximo, o texto básico da reforma do Judiciário. Também falta um acordo entre Câmara dos Deputados e Senado para acelerar as votações.
Além dos projetos listados, a previsão do governo era que os senadores apreciassem também a Lei de Biossegurança, a de Informática, e o projeto da PPP (Parceria Público-Privada). Na Câmara estão os projetos de incentivo à construção civil, de inovação tecnológica, de criação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e o que estabelece as novas regras das agências reguladoras, além de seis medidas provisórias que estão trancando a pauta.
Ao lado de divergências de mérito, a postura da oposição deve-se principalmente à insatisfação com a liberação de emendas parlamentares do Orçamento, que tem privilegiado a base aliada ao governo.
O ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política), responsável pela liberação das emendas, conversaria ontem com PSDB e PFL. Ele também se reúne hoje pela manhã com líderes da base aliada na Câmara e no Senado. Ele já esteve com os senadores ontem.
''Na hora de pedir o governo é uma gueixa, mas quando está com o poder nas mãos vira um samurai traiçoeiro. Queremos acabar com essa 'double face' (face dupla)'', afirmou o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).

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