Agência Folha
De Brasília
Depois de uma semana de crise entre PFL e PSDB, o ministro das Comunicações, o tucano Pimenta da Veiga, e o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), devem jantar amanhã, em Brasília, para tentar chegar a um entendimento. Na terça-feira passada, uma manobra do PSDB e do PMDB, derrubando o PFL da primeira para a terceira maior bancada na Câmara, detonou o desentendimento. Nesta semana, líderes pefelistas que já começam a digerir a derrota do partido na Câmara trabalharão para tentar redefinir a relação do partido com o governo.
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), estaria reticente em relação a um acerto rápido. No dia da derrota, foi pessoalmente se queixar a FHC, que se disse surpreso com a manobra. O presidente, porém, sabia.
A governadora Roseana Sarney (PFL-MA) negou que tenha ido, na quinta-feira passada, explicar a FHC o fato de ter dado um tom de retaliação ao anúncio do salário mínimo de US$ 100 para o funcionalismo maranhense – o presidente disse que vetaria a proposta. Ela diz ainda que não sofreu pressão do partido para isso.
No entanto, ela foi à tarde amenizar o clima bélico demonstrado na reunião matutina do PFL. O partido usou a decisão da governadora, que havia sido tomada antes da crise, como um troco pela derrota congressual. A própria Roseana dissera que o PFL perderia a maior bancada, mas ganharia liberdade. O clima do encontro com FHC foi de entendimento, contrastando com o discurso pefelista do dia.
A governadora disse ao presidente que ‘‘o PFL está contrariado’’ com o governo. Ouviu que FHC buscará um acordo. Roseana diz que também trabalhará pelo entendimento.

mockup