São Paulo é responsável por 35% do Produto Interno Bruto do País, mas figura apenas em sétimo lugar no ranking dos investimentos federais nos Estados previstos para 2002. São R$ 213 milhões, menos da metade do que a União programou em 1997 e 1998. A situação se repete se considerados os quatro maiores Estados. Responsáveis por 64% do PIB, São Paulo, Minas, Rio e Rio Grande do Sul receberão da União 22,5% dos recursos.
Minas leva a maior fatia do bolo, 10,9%. São R$ 600 milhões. Se o Estado fosse excluído do grupo dos quatro grandes, o porcentual de investimento que sobra para SP, RJ e RS cai para 11,6%. No outro extremo, quatro Estados do Norte e Nordeste - Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará - com caciques influentes na política nacional e apenas 10,6% do PIB, receberam uma dotação inicial de 28,8% dos recursos disponíveis. ''Vamos brigar para aumentar as verbas federais porque grande parte dos recursos federais é arrecadada em São Paulo, quase a metade'', afirma o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Segundo o coordenador da bancada paulista, deputado Paulo Kobayashi (PSDB), os parlamentares deverão apresentar 20 emendas ao Orçamento e tentar ampliar em R$ 350 milhões a verba destinada ao Estado. Duas delas deverão beneficiar obras exclusivas do governo Alckmin. (L.L. e M.C./AE)

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