Agência Estado
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Sem máculaSocorro Gomes, Maria Elvira e Yeda Crusius, que faltaram às sessões de quinta e sexta-feira: ‘‘Completa deturpação dos fatos’’O corporativismo tomou de novo conta da Câmara por causa das notícias sobre a viagem de cinco deputadas à Chapada dos Veadeiros, no fim de semana. Os líderes do PSDB, Aécio Neves (MG), e do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), além do deputado José Lourenço (PFL-BA), solidarizaram-se ontem com as deputadas Maria Elvira (MG) e Nair Xavier Lobo (GO), do PMDB, Márcia Marinho (MA) e Yeda Crusius (RS), do PSDB, e Socorro Gomes (PA), do PC do B, que, na quinta e sexta-feiras passadas, foram para as cachoeiras da Chapada.
Antes, marcaram a presença para evitar o corte de salários. Yeda e Socorro foram à tribuna reclamar da forma como as notícias foram divulgadas. Segundo elas, houve completa deturpação dos fatos. O motivo da viagem, disseram, não foi o banho de cachoeira, nem um piquenique, mas o contato com um projeto de Nair Xavier Lobo, que transforma Alto Paraíso, na Chapada, em Cidade Internacional do Conhecimento. A proposta de Nair está na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Pretende credenciar Alto Paraíso na Organização das Nações Unidas (ONU) para o projeto da paz.
Neves disse que não cabia a ele fazer qualquer julgamento dos atos praticados pelos deputados. No caso da viagem das colegas, porém, achava que está havendo uma exploração exagerada da questão. ‘‘Gostaria que o testemunho que dou neste momento ecoasse por esta Nação e, principalmente, pelos Estados de cada uma destas parlamentares’’, afirmou ele. ‘‘Ouso dizer que a deputada Yeda Crusius é, dentro da bancada do PSDB, o exemplo mais bem acabado de parlamentar dedicada, cônscia das suas responsabilidades, extremamente atuante, mais do que isso, responsável por extraordinários avanços que andamos conquistando ao longo destes últimos anos.’ Neves disse ainda que as informações sobre o passeio das deputadas visaram a atingir a Câmara, como instituição.
Lima disse que era solidário às deputadas. ‘‘Elas passaram estes últimos dias certamente angustiadas por verem suas biografias sofrerem uma tentativa de mancha, por um episódio corriqueiro na vida de cidadãs comuns e que aqui ganha uma dimensão sempre maior, em função da permanente tentativa, não de se atingir parlamentares isoladamente, mas de se atingir esta instituição.’
Lourenço afirmou que os parlamentares não devem mais conversar com os repórteres, e sim com os diretores dos jornais, para saber qual é o objetivo de se noticiar fatos como a viagem das deputadas, ‘‘as mais brilhantes, as mais atuantes, as mais dedicadas e mais atentas aos trabalhos da Câmara’’. Lourenço afirmou ainda que visitar cachoeiras e parques faz parte da vida parlamentar. Por fim, ele disse que o País é grande, tem nível cultural, mas os jornalistas não têm educação.

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