Líderes concentram esforços para votar projetos de consenso
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sábado, 09 de junho de 2001
Eugênia Lopes Da Agência EstadoDe Brasília 
A três semanas do recesso parlamentar de julho, os líderes governistas vão investir na votação de projetos consensuais e centrar seus esforços na aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Na semana que passou, nada foi votado na Câmara com a decisão do presidente da Casa, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), de pôr na pauta a emenda constitucional que limita o poder do presidente Fernando Henrique Cardoso de editar medidas provisórias (MPs).
Acho que dá para votar alguns projetos de consenso e a LDO, disse o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). Os líderes dos partidos governistas elencaram 27 propostas para serem votadas até o meio deste ano. Mas o próprio Aécio Neves admite ser muito difícil votar todas a propostas antes do recesso parlamentar. Esses projetos são para serem votados durante dois ou três meses, argumentou o presidente da Câmara. Segundo ele, existem 88 propostas prontas para serem votadas pelo plenário da Câmara.
Mas mesmo com a crise política desencadeada no Congresso com a denúncia de violação do painel eletrônico do Senado e as consequentes renúncias de Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda, os líderes aliados ao Planalto não consideram que este foi um semestre perdido na Câmara. Pelo contrário. Comemoram a aprovação de projetos importantes, como a nova Lei das Sociedades Anônimas e o que regulamenta o pagamento das perdas do FGTS, no rol de vitórias do governo na Câmara, em meio à crise política.
É claro que votamos em ritmo mais lento matérias que poderiam ter sido apreciadas em uma velocidade maior se não houvesse a crise, observou o líder Madeira. O governo agora só quer a agenda água com açúcar, disse o deputado José Genoíno (PT-SP). Com a previsão de votar apenas projetos não polêmicos, a grande preocupação dos governistas é com a apreciação da LDO.


