Líderes avaliam erros das campanhas
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segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
A baixa votação do governador reeleito Roberto Requião (PMDB) nos municípios de médio e grande porte neste segundo turno da disputa pelo Palácio Iguaçu, fez a coordenação da campanha do peemedebista admitir que houve falhas durante o processo eleitoral.
Conforme os números divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nos dez maiores colégios eleitorais Requião obteve uma média de 42,97% dos votos válidos, contra 57,03% de Osmar Dias (PDT). Já nos dez menores, a média de votação do peemedebista foi de 67,82%, enquanto Osmar somou 32,18%.
Para Renato Adur, um dos coordenadores da campanha de Requião, a baixa votação nos maiores colégios eleitorais, se deu à ''falha na comunicação''. ''A avaliação é que o governo do Estado, embora tenha atendido a todos os municípios do Paraná com obras, nos grandes municípios o governo não conseguiu transmitir através dos meios de comunicação as ações de governo. Enquanto que, nos pequenos municípios, em que os benefícios são levados diretamente pelo prefeito aos seus munícipes, houve o reconhecimento'', avaliou. A melhor votação de Requião foi em Cerro Azul, município do Sul do estado, em que 94,2% dos eleitores optaram pela reeleição.
Entre os dez maiores colégios eleitorais, Requião teve o pior desempenho em Londrina. Ele somou 28,29% dos votos contra 71,71% do seu adversário. ''Londrina, por exemplo, nunca teve tantos investimentos do governo do Estado. Acredito que houve falha na comunicação. O governo pecou muito na comunicação, na transmissão das mensagens, no fortalecimento da imagem do governo nos médios e grandes municípios. Isso agora tem que ser analisado, tem que ser avaliado com muito carinho sob pena de comprometer todo um trabalho'', disse. ''O governo levou muita coisa para Londrina. Claro que tem muita coisa para ser feita mas retaliação o governo não fará. A população não reconheceu o que o governo fez ou não teve conhecimento pela falha de comunicação'', concluiu.
Já na coordenação da campanha de Osmar Dias, a avaliação é que não houve erros. ''Todos os prefeitos foram com o Requião, os que eram do PMDB e os que não eram, ele cooptou, e nos pequenos municípios quem manda é o prefeito. Como enfrentar o prefeito do município que foi cooptado pelo governador? Não teve erro nenhum (na campanha)'', avaliou o coordenador da campanha do pedetista, Euclides Scalco. ''Um candidato que perde por uma diferença de dez mil votos teve erro? Evidente que não. É uma eleição vitoriosa contra o governo do Estado, toda máquina. Foi um resultado fantástico. O Osmar mostrou que é realmente uma nova liderança que nasce no Paraná'', concluiu.


