Líderes apostam que troca-troca partidário será estancado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de outubro de 2007
Denise Madueño e Eugênia Lopes<br>Agência Estado 
Brasília - O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda estava em andamento na noite de ontem, mas os líderes aliados e de oposição na Câmara apostavam que o troca-troca partidário será estancado, imediatamente.
Motivo: os deputados que pretendiam mudar de partido até amanhã (05), data final para quem disputará eleições municipais de 2008 se filiar a outra legenda, se viram ameaçados de perder o mandato.
A expectativa era que o DEM, uma das siglas que entrou no STF contra o troca-troca, perderia mais sete deputados amanhã, se a decisão do Supremo fosse favorável aos infiéis. O PPS também deveria ter novas baixas na bancada na Câmara.
''Agora, vão pensar quatro vezes antes de mudar de partido, caso prevaleça o entendimento de que poderão perder o mandato'', disse o líder do PPS na Casa, Fernando Coruja (SC).
''Acabou o troca-troca, se essa decisão do Supremo se confirmar'', observou o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). O DEM elegeu, em 2006, 65 deputados, mas hoje a bancada tem 59. Já o PSDB, outro partido que entrou no Supremo contra o troca-troca, conta hoje com uma bancada de 58 deputados contra 66 eleitos em 2006.
As siglas da base aliada foram as mais beneficiadas com o troca-troca partidário. O líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), não estava satisfeito com a tendência do STF de punir os infiéis. Para Castro, qualquer decisão do Supremo deveria valer daqui para frente. O PR elegeu 23 deputados e, menos de um ano depois, praticamente dobrou a bancada: tem hoje 42. ''O governo usava o troca-troca para fazer política. Agora isso vai acabar'', disse.


