Lideranças na AL comentam votação
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quarta-feira, 02 de agosto de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - A votação da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP), nessa quarta-feira (2), em Brasília, repercutiu também na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, que vive clima de aparente tranquilidade. Presidente da Casa e também do PSDB estadual, Ademar Traiano foi na mesma linha do correligionário Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), autor na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do parecer propondo o arquivamento do pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Já o líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), criticou veementemente o posicionamento dos parlamentares federais.
"O momento político, na minha visão, é extremamente grave. Agora, temos de ter a responsabilidade de pensar no Brasil. Qualquer alteração nesse momento em relação à mudança da Presidência da República tem reflexos diretos na economia do País. Portanto, entendo que não há tempo suficiente para fazer qualquer mudança política no Congresso Nacional ou na Presidência, Hoje, mesmo diante de graves denúncias que existem contra o presidente e, lógico, haverá o tempo necessário e suficiente para apuração disso, temos de pensar no Brasil", argumentou o tucano.
Para o petista, a permanência de Temer no poder reflete a "hipocrisia" que foi a cassação da ex-presidente Dima Rousseff (PT). "É uma aberração para todos nós. Desacreditam o Parlamento, os deputados e, mais ainda, o mecanismo que está sendo usado, de liberar R$ 3,3 bilhões de emendas, em praticamente três meses que antecedem essa votação, mostra claramente que aquilo que se fazia quando liberava emendas no governo Dilma não tem a menor relação com o que ocorre hoje. Hoje se libera emendas, nomeia-se pessoas que buscam foro privilegiado, faz-se qualquer tipo de concessão, negociações de madrugada, e aqueles que bateram panela, se vestiram de verde e amarelo para gritar contra a corrupção, parece que, ou envergonhados ou por concordarem, estão omissos."


