Curitiba - A intenção do senador gaúcho Pedro Simon de querer disputar a presidência da República pelo PMDB gerou opiniões diferentes entres os líderes da legenda no Paraná. O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PMDB), é o vice-presidente da chapa do senador. A decisão foi anunciada na última quinta-feira, no mesmo dia em que o PMDB também decidiu adiar a convenção do partido, do dia 11 para o dia 29 de junho. O prazo final para os partidos organizarem as convenções é 30 de junho. Até 5 de julho, as chapas devem estar inscritas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para o presidente do diretório do PMDB em Curitiba, Doático Santos, a opção pela candidatura própria à presidência ''não é viável''. ''Com todo respeito pelo Simon, a articulação em torno da candidatura dele ficará fragilizada, porque passou da hora'', disse. Para o presidente, o partido já perdeu o momento ideal para a construção de uma chapa à presidência. ''Não vai ser uma candidatura consistente porque a decisão deveria ter sido tomada nas prévias, quando o (Anthony) Garotinho foi escolhido para ser o candidato à presidência, mas deixou escapar'', criticou.
De forma apertada, a maioria dos membros do partido chegou a escolher, no dia 19 de março, o ex-governador do Rio de Janeiro para disputar as eleições à presidência. A opção, no entanto, perdeu força entre os membros do partido, que no dia 13 de maio decidiram não lançar mais candidato para presidente. ''Depois do (Anthony) Garotinho, o partido se dispersou. E a disputa presidencial não é uma brincadeira, não se resolve a quase um mês antes das convenções'', completou Doático Santos.
Já o secretário-geral do PMDB no Paraná, Luiz Cláudio Romanelli, se diz favorável à candidatura do senador gaúcho. ''(Pedro) Simon, depois do governador Roberto Requião, é o melhor nome para a disputa nacional. No Paraná, ele mantém um relacionamento muito bom com os membros do partido'', afirmou. Para Romanelli, a forte influência do senador entre os correligionários do Estado pôde ser comprovada nas prévias informais de março. Apesar do ex-governador do Rio de Janeiro ter conquistado a maioria dos votos no País, no Paraná o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, foi quem ganhou mais adeptos.
Romanelli, no entanto, foi cauteloso ao confirmar apoio integral ao senador gaúcho. ''Precisamos conversar com o Requião antes'', disse. A assessoria do governador se resumiu a informar que ele ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto, mas que a candidatura de Simon não o desagrada.

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