Lideranças políticas de Londrina e de Maringá discutem hoje e amanhã, respectivamente, com o Palácio Iguaçu, indicações para o preenchimento e renovação de cargos de 3º escalão. A conversa, marcada, para logo mais às 10 horas será com o secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas. Em Londrina, estão em jogo 23 funções, braços de secretarias na região. Em Maringá, são aproximadamente 16 cargos.
As discussões tendem a esquentar a base aliada do governador Jaime Lerner (PFL). Os aliados têm sede de emplacar seus afilhados nos cargos, cujos salários variam entre R$ 2,5 e R$ 3 mil. Mas o governo, não estaria disposto a promover tantas mudanças. Boa parte dos atuais detentores teve papel político preponderante nas últimas eleições como cabos-eleitorais.
O prefeito Antonio Belinati (sem partido) não participa da reunião, mas conta com o filho, Antonio Carlos (PSB), como seu representante. Durval Amaral (PFL) e Luiz Carlos Alborghetti (PFL), que tiveram votação na região, também participam das discussões. O governo abriu espaço ainda para Moysés Leônidas, que integra o PDT que, na Assembléia, se diz de oposição. ‘‘Vamos sentar para resolver isso. Não sabemos ainda quais os cargos que terão seus comandos renovados’’, dizia ontem o filho de Belinati, Antonio Carlos.
A briga por espaço no 3º escalão de Maringá tem mais pretendentes. Além do prefeito da cidade, Jairo Gianotto (PSDB) e dos deputados Durval Amaral, Basílio Zanusso (PFL), Divanir Braz Palma (PPB), Serafina Carrilho (PSDB) e Ricardo Maia (PSB), o deputado federal Ricardo Barros (PPB) também anunciou que está na disputa por indicações. ‘‘Vai ser uma confusão sem fim’’, previa Ricardo Maia.
O deputado disse que o chefe da Casa Civil comprometeu-se a apresentar uma lista com os cargos no interior que podem ser mexidos pelos aliados. ‘‘A Casa Civil não está com uma diretriz definida’’, criticou Ricardo Maia, que é líder do PSB. Segundo ele, a maioria dos cargos em Maringá (ao todo são 16) é considerada ‘‘imexível’’ pelo governo. (L.D)

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