Líderes do protesto denunciaram que haviam agentes do serviço reservado da PM infiltrados entre os manifestantes para causar violência e comprometer o protesto. A intenção desses policiais, segundo as lideranças, seria criar um clima de desobediência civil entre os manifestantes, formados por estudantes, universitários e trabalhadores sem-terra.
Dois suspeitos de serem policiais infiltrados foram ''presos'' pelos manifestantes. Um deles, que se identificou como o ''escritor autônomo Luiz Carlos da Silva'', foi levado para o caminhão de som por volta das 16 horas. Silva foi revistado. Uma carteira de identidade em nome de Dante Luiz Roloff foi encontrada com ele. Ao ser questionado da dupla identidade, ele desconversou: ''Querem me fazer de bode expiatório. Sou apenas um manifestante contra a venda da Copel.'' Ele sofreu um corte na testa, resultado de uma agressão.
Outro suspeito de ser policial infiltrado, que estava com uma câmera VHS, também foi detido. Ele teve a identidade confiscada e o equipamento apreendido. O comandante da operação, coronel Justino de Sampaio Filho, disse que não tinha conhecimento da atuação de policiais à paisana circulando no meio da multdião. ''Todo mundo está tendo a liberdade de filmar, mas se havia policial jogando pedra, isso será apurado.'' Justino chegou a discutir com os manifestantes. ''Por que vocês não se juntam a nós?'', perguntou um manifestante. O coronel respondeu que já havia sido um estudante como eles e que apenas cumpria o seu papel de policial. ''Estou aqui para dar segurança a vocês.''(D.V.)

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