Lideranças criticam exclusão do Norte do Paraná do PAC
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Fábio Cavazotti<br> Reportagem Local 
A ausência de investimentos no Norte do Estado foi a maior fonte de queixas das lideranças empresariais da região sobre o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado esta semana pelo governo federal. No Paraná, o PAC incluiu aporte de recursos da União para obras em Curitiba (contorno rodoviário e ampliação da pista do aeroporto), Paranaguá (melhorias no porto), região Oeste (construção de ponte internacional sobre o rio Paraná), região Centro Sul (ramal ferroviário entre Guarapuava e Ponta Grossa) e Norte Pioneiro (adequações rodoviárias).
As lideranças apostavam que a representação de Londrina e região no governo federal, que inclui o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ajudaria a atrair investimentos do PAC.
Dentre as iniciativas citadas pelos empresários que poderiam alavancar a economia da região Norte estão o Trem Pé-Vermelho (ligação ferroviária de passageiros entre Londrina e Maringá), projeto ArcoNorte (integração de Londrina e municípios vizinhos a partir da zona sul, na região conhecida como Aviação Velha), construção de um ramal de fornecimento de gás natural para indústrias e instalação de terminal de cargas nos aeroportos de Londrina e/ou Maringá.
''Minha visão geral do PAC é positiva, mas com certeza faltaram investimentos na nossa região. Para mim, o melhor projeto é o ArcoNorte, que teria um grande impacto econômico a partir da construção de estradas, áreas industriais e um aeroporto com transporte de cargas'', afirmou o diretor industrial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Ary Sudan. O empresário acredita que o Ministério do Planejamento e o governo do Estado poderiam ter atuado mais efetivamente para trazer recursos para a região.
O presidente da Agência de Desenvolvimento Regional Terra Roxa Investimentos, Adrian von Treunfels, também lamentou a ausência de investimentos no eixo Londrina-Maringá. ''O mais importante seria a instalação de um aeroporto de cargas para toda a produção do Norte do Paraná, interior de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul. Esse empreendimento poderia atrair o escoamento realizado hoje pelos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Curitiba.''
Segundo Treunfels, que é consul honorário da Alemanha, o governo federal também deveria priorizar o apoio às agências de desenvolvimento regional. ''Muita gente ainda nem sabe direito o que é isso. As agências podem ser interlocutores entre os governos e atrair investimentos nos setores estratégicos de cada município.''
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Carlos Alberto Cardoso, acrescentou o TecnoParque entre os projetos regionais que deveriam contar com apoio do governo federal. O TecnoParque é uma iniciativa do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) que visa criar um distrito empresarial de alta tecnologia.
''Infelizmente não vimos nenhum projeto local contemplado pelo PAC. O TecnoParque, por exemplo, é fundamental para o desenvolvimento econômico das regiões Norte e Noroeste.'' O empresário maringaense criticou a atuação da bancada local no Congresso Nacional. ''Faltou uma articulação das nossas lideranças'', disse. ''Com a chegada do projeto ao parlamento, esperamos que nossos deputados possam colocar projetos de interesse da comunidade.''


