Lideranças aprovam reformas
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sexta-feira, 01 de agosto de 1997
Maurício Borges Apucarana 
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Apucarana e presidente do diretório municipal do PDT, Felipe Alexandre Felipe Neto, lamentou ontem as demissões efetuadas pela prefeitura, mas considerou a medida fundamental para garantir a administração da máquina pública. Ele (Scarpelini) teve a coragem de fazer a coisa certa. Como empresário e cidadão, é claro que lamento, já que serão 2.400 pessoas em dificuldades, mas se continuasse assim, a prefeitura iria à falência, previu. Para chegar ao número de 2.400 pessoas, ele baseou-se nas 600 demissões e multiplicou por 4, o equivalente ao índice médio de pessoas por família.
Felipe Neto aproveitou a repercussão da medida para dar um puxão de orelha no governador Jaime Lerner (PDT), seu aliado político. Para absorver essa mão-de-obra que ficará ociosa, ele poderia muito bem incentivar as empresas aqui do Paraná. Queremos os mesmos incentivos que a Renault com financiamentos a juros subsidiados e pagamento do ICMS facilitado, reivindicou.
Na frente O presidente do PTB de Apucarana, Armando Boscardin, também lastimou a demissão dos servidores, mas avaliou a medida como questão de sobrevivência da prefeitura. Segundo ele - que é empresário do ramo de automóveis - o que o poder público está fazendo agora, a iniciativa privada já colocou em prática há pelo menos três anos.
O vice-presidente do PL, João Reis, diz que a medida de Scarpelini irá gerar problemas sociais, mas era necessária há muito tempo. Para o ex-prefeito de Apucarana, presidente do diretório local do PFL, Voldimir Mirão Maistrowicz, a reforma administrativa também já poderia ter sido adotada no início da administração de Scarpelini. Quando fui prefeito havia 850 funcionários, depois disso a prefeitura chegou a ter 3 mil servidores, e agora está demitindo 600 de um total estimado de 2.100, comentou. (Colaborou Patrícia Zanin)


