Líder reclama de uso da #máquina# no caso
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quarta-feira, 13 de março de 2002
Ricardo Mignone<br>Agência Folha 
Brasília - O PFL poderá entrar com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Márcio Fortes, secretário-geral do PSDB, ainda nesta semana, por suspeitar que o parlamentar estaria por trás do vazamento de informações sobre a operação da Polícia Federal na Lunus.
Além disso, segundo o vice-líder do PFL na Câmara José Carlos Aleluia (BA), houve, claramente, o uso indevido da máquina pública para um ataque hostil à candidatura de Roseana Sarney, referindo-se à suspeita que pesa contra o ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira. Não me parece que tenha sido correta a conduta do ministro da Justiça. Por isso, gostaria que, no processo investigatório do Legislativo, ele fosse ouvido.
Quanto às declarações de ontem dos deputados do PFL Pauderney Avelino (AM) e Marcos Cintra (SP), de que a candidatura de roseana Sarney estaria perdida, Aleluia afirmou que são opiniões pessoais, e que não refletem a posição da maioria da bancada pefelista.
Participei anteontem de uma reunião com a bancada e nenhum deputado propôs isso. À noite, estive na casa do presidente do partido e ninguém discutiu isso. Ontem, reunimos mais de 25 vice-líderes do PFL e ninguém discutiu isso, portanto, quem disse isso, não fala em nome do PFL. A candidatura de Roseana está mantida, sustenta Aleluia.
No entanto, o deputado Marcos Cintra, com base nos últimos resultados de pesquisas eleitorais, afirma que a candidatura de Roseana Sarney está ferida de morte, enquanto que a de José Serra (PSDB), foi reforçada, acrescenta.
O deputado acredita que o PFL deve aguardar a acomodação dos fatos para tomar uma decisão sobre seu destino, porém deixou claro que o caminho mais racional seria a reaproximação com o governo. Temos de tomar uma decisão que mantenha a unidade do partido. Na medida em que a ansiedade se dissipe, o PFL deve se recompor com o governo que é o leito natural do partido, disse o deputado.
Cintra reconheceu que o caminho mais viável para o partido seria manter a independência, chegar ao primeiro turno das eleições sem candidato próprio e apoiar um eventual candidato do governo que chegue ao segundo turno.


