DiliMinutos depois de ter formalizado a sua candidatura às eleições presidenciais de 14 de Abril em Timor-Leste, Xanana Gusmão reafirmou que não se apresenta como independente porque continua a não querer ser presidente.
‘‘Como independente, daria a impressão de que eu acredito que vou ser um grande presidente e me candidataria. Disse antes das eleições de agosto que só aceitaria concorrer se fosse pressionado pelos partidos’’, explicou Xanana Gusmão, questionado pela Agência Lusa.
Falando a jornalistas num hotel nos arredores de Díli onde anunciou formalmente a sua candidatura, Xanana Gusmão escusou-se a comentar a tensão política que existe entre ele e a FRETILIN. ‘‘Esta é uma reunião aberta e não é fechada a ninguém’’, disse, questionado sobre a não participação da FRETILIN no evento. Ao mesmo tempo, garantiu que, se for eleito, não será ‘‘presidente da oposição’’, o que está reafirmado na declaração de princípios ontem assinada, escusando-se a responder a uma pergunta sobre os poderes conferidos ao presidente na Constituição Nacional. ‘‘Há outros fóruns para analisar as questões da Constituição’’, salientou.

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