BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Élcio Alvares (PFL-ES), defende o amplo entendimento entre os senadores no reinício dos trabalhos do Legislativo, dia 6, para garantir que a discussão da emenda da reeleição e o preenchimento dos cargos da Mesa diretora não atrapalhe o encaminhamento das reformas. Alvares prevê que esses dois assuntos vão centralizar a atenção dos parlamentares. Segundo ele, a tendência no Senado é a de iniciar a avaliação da proposta da reeleição antes mesmo da votação na Câmara dos Deputados.
O motivo, na avaliação do senador, é porque se trata de ‘‘um assunto palpitante, que naturalmente atrai o interesse de todos’’. O líder lembra que o avanço da discussão será proveitoso, coerente com o hábito da Casa de apreciar as matérias mais rápido do que ocorre na Câmara. Sobre a disputa da presidência do Senado e demais cargos, o líder disse que, no mês de janeiro, o tema passará a ser discutido mais abertamente, diferente do que ocorreu até agora, quando os candidatos Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Íris Resende (PMDB-GO) preocuparam-se em buscar o apoio dos colegas.
Na avaliação de Alvares (foto), será mais fácil encaminhar a sucessão do presidente José Sarney (PMDB-AP) nessa nova fase ‘‘porque ficará patente a vontade de se chegar a um acordo que não prejudique a base parlamentar do governo’’. Ele defende que ‘‘o Senado não pode perder a sua posição de equilíbrio’’. O líder disse que conta com a mediação do senador Sarney e dos líderes para evitar o confronto. Segundo ele, o desentendimento nessa área poderia refletir na distribuição dos outros cargos da Mesa e no preenchimento das comissões, prejudicando todo o andamento dos trabalhos da Casa.
O líder do governo citou a reforma da Previdência Social como principal ponto da pauta de convocação extraordinária. Sua expectativa é que ocorra a designação do relator - que deverá ser o líder do PSDB, Sérgio Machado (CE) - nos primeiros dias de trabalho. Alvares reiterou que a discussão deve ficar em torno de 13 pontos sugeridos na proposta inicial do governo e rejeitado pelos deputados. Estão entre eles a contagem da aposentadoria pelo tempo de contribuição, a partir de uma idade pré-fixada, e o fim do repasse dos reajustes salariais para as aposentadorias.
Estão ainda na pauta, entre outros, os projetos que tratam da regulamentação dos softwares, do transplante de órgãos e o que limita em 2% o valor da multa pelo atraso no pagamento de tributos federais.

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