Brasília O corte de R$ 14 bilhões no Orçamento foi bem-recebido pelos tucanos no Congresso, mas nem tanto assim pelos petistas. Foi o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA), que advertiu ontem, após tomar conhecimento das medidas, que o governo terá muito trabalho para engajar a bancada na defesa.
''Faremos debates na bancada do PT porque qualquer meta de superávit, sem dúvida, envolve sacrifícios, e o governo precisa explicar isto muito bem'', disse Pellegrino. ''Qualquer governo tem de dialogar com sua bancada de sustentação para que todos compreendam a situação e, sobretudo, tenham argumentos para defendê-lo.''
Para o deputado Walter Pinheiro (BA), da ala radical, informações detalhadas sobre o corte são fundamentais para que o PT possa fazer a defesa do governo. ''É preciso que detalhem os números e nos convençam com fatos concretos de que não há alternativa fora do remédio amargo que condenamos no governo passado'', cobrou. Ele ressalvou que não tem constrangimento algum de subir à tribuna e defender o governo. ''Isto é minha obrigação, mas não posso cumpri-la sem substância, se não me dão elementos.''
Na oposição ao governo Lula, o líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior (BA), garantiu que o ''estelionato eleitoral'' de ampliar o arrocho fiscal que os petistas tanto criticaram não vai alterar a posição de seu partido.

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