Ramallah - O líder palestino, Yasser Arafat, disse ontem estar mais preocupado com seu povo do que com sua vida, e lembrou que já passou por uma situação semelhante em 1982, quando foi sitiado pelo exército israelense em Beirute, durante quase três meses.
‘‘O mais importante não é o que suporto. Para mim, não é a primeira vez.
Ele (Sharon) deve se lembrar do que aconteceu no ano de 1982 em Beirute’’, disse Arafat, em uma entrevista exibida pela rede de televisão CNN e concedida a jornalistas que acompanharam o grupo de pacifistas ocidentais que conseguiu entrar nos escritórios do líder palestino.
‘‘O mais importante é o que o nosso povo aguenta, noite e dia. Ontem, nove pessoas foram assassinadas. Nossa presença impediu que seus blindados e tanques entrassem em nosso hospital de Ramallah’’, acrescentou Arafat. O líder palestino estava mais pálido do que de costume e tinha uma expressão de cansaço.
Arafat contou que havia voltado a pedir, durante uma conversa telefônica que teve no sábado com o secretário de Estado americano, Colin Powell, o envio urgente de uma força internacional aos territórios palestinos.

mockup