Para o presidente do Diretório do PMDB de Londrina, Sérgio Bahls, a decisão da Executiva estadual da sigla de destituir os comandos municipais a partir do desempenho negativo nas últimas eleições tem relação direta com a tendência de adesão governista que o partido vem demonstrando. Para ele, o foco do que ele classifica como "intervenção branca" nos diretórios mira a disputa eleitoral do ano que vem. Em entrevista à FOLHA, Bahls afirmou que "com essa atitude parece que o partido caminha para o enfraquecimento de uma candidatura de Roberto Requião para permanecer no apoio ao atual governador (Beto Richa)".
O PMDB em Londrina lançou 28 nomes na corrida pela Câmara de Vereadores em 2012, elegendo apenas Elza Correia, que também discordou da dissolução do diretório. "Acho estranho uma decisão como essa quando o partido está começando a se estruturar, a se consolidar. Se o partido não atingiu a meta eleitoral, em vez de intervenção, deveria haver uma ação positiva, propositiva", comentou.
Segundo Bahls, quem deveria responder pelo desempenho nas eleições do ano passado é a diretoria anterior, que tinha como presidente Leonilso Jaqueta. "Assim que recebi o pedido para me manifestar há alguns dias, expliquei para a Executiva que outra diretoria estava no comando na disputa eleitoral." Mesmo demonstrando decepção e surpresa, ele afirmou que não deve recorrer contra a destituição do diretório. "Espero que a intervenção possa melhorar o partido, pois se continuarmos vislumbrando alguns cargos federais e estaduais, sem pensarmos em propostas para a população, o partido caminha para o fim." (Colaborou Loriane Comeli/Reportagem Local)

mockup