Líder indigena no 2º turno boliviano
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segunda-feira, 08 de julho de 2002
France Presse 
La PazO candidato do Movimento ao Socialismo (MAS) à presidência da Bolívia, Evo Morales Ayma, conseguiu o segundo lugar na contagem oficial das eleições de 30 de junho, informou ontem a Corte Nacional Eleitoral (CNE). O último relatório do organismo eleitoral indica que Morales superou por 719 votos Manfred Reyes Villa, candidato da populista Nova Força Republicana (NFR). Já foram contados 99,7 por cento dos votos e faltam apenas apurar 47 mesas de votação.
Segundo a CNE, o vencedor das eleições é o ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), que conseguiu 623.830 votos, equivalentes a 22,46 por cento. Morales conseguiu 581.770 votos (20,94 por cento), Reyes Villa tem 581.051 votos (20,92 por cento), informou a CNE.
Segundo turnoDe acordo com a lei boliviana, quando nenhum dos candidatos à presidência consegue a maioria absoluta da votação, o Congresso é o encarregado de designar o novo governante entre os dois primeiros das eleições e, se depois de dois turnos de votação nenhum for eleito, o mais votado é nomeado automaticamente.
O Congresso boliviano começará a se reunir no dia 2 de agosto e o novo Chefe de Estado tomará posse do cargo no dia 6 de agosto, Dia da Independência nacional.
Outros resultados Afastado dos primeiros, em quarto lugar está o Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR), do ex-presidente Jaime Paz Zamora, com 453.153 votos, equivalentes a 16,31 por cento do total. Na quinta posição está o candidato do Movimento Indígena Pachakuti, Felipe Quispe Huanca, que somou 169.237 votos, equivalentes a 6,09 por cento, e em sexto lugar vem a Unidade Cívica Solidariedade, que obteve 153.093 votos (5,51 por cento).
DestaqueO presidente da Bolívia, Jorge Quiroga, elogiou os resultados eleitorais conseguidos pelos líderes indígenas Evo Morales e Felipe Quispe nas eleições gerais realizadas no dia 30 de junho.
Quiroga destacou o fato no seminário internacional ''O Estado e os direitos dos povos indígenas da América Latina e o Caribe'', inaugurado ontem em La Paz, com a participação de delegados de dez nações da região.


