A XI Marcha a Brasília, que começa hoje, terá um forte esquema de controle de presença dos inscritos. A medida, segundo Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, tem o objetivo de evitar que os prefeitos que vierem à capital federal fujam do evento para ir ao Congresso garimpar emendas para suas cidades. ''Os prefeitos não podem ficar de pires na mão, mendigando recursos'', criticou.
Para Ziulkoski, o clima de clientelismo entre parlamentares e os representantes dos municípios prejudica a força da negociação em bloco. ''O prefeito vem, negocia uma emendinha e muitas vezes o dinheiro nem chega na cidade'', contou. O líder da CNM apontou uma lista de conquistas das dez edições da Marcha como prova de que os prefeitos têm força quando estão unidos. ''A conquistas desses anos de luta somam R$ 61,9 bilhões para os municípios'', informou.
Segundo o prefeito, são os próprios parlamentares que estimulam a romaria dos municípios ao Congresso para conseguir verbas. Ziulkoski defendeu a unidade entre os prefeitos. ''A luta dos municípios tem que ser feita em conjunto. É só assim que teremos força para mudar o que é preciso mudar nesse país'', discursou. (R.C.F.)

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