O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), reconhece que, com seis medidas provisórias trancando a pauta da Casa, passar duas semanas sem qualquer votação em plenário é prejudicial para a imagem do Parlamento. Mas confia que a sociedade vai entender os motivos do governo ao interferir no Legislativo e optar pela obstrução dos trabalhos na Câmara. ''A responsabilidade governamental exige que se utilizem mecanismos mesmo contra a nossa vontade. A sociedade preferiria que a Câmara continuasse votando, mas compreende que a democracia tem suas regras. A CPMF é fundamental para o País'', diz o líder.
''Fomos fechados por decisão do governo e de sua maioria, é escandaloso. Nunca antes na história deste País a base governista obstruiu por tanto tempo'', protesta o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), repetindo uma expressão habitual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus discursos.
A votação no Senado da CPMF está prevista para a próxima terça-feira em primeiro turno e, uma semana depois, em segundo turno. Até agora, o governo ainda não tem os votos necessários para garantir a prorrogação. Na melhor das hipóteses, o plenário da Câmara retomará as votações no dia 18. Como o recesso começa no dia 22 de dezembro, um sábado, serão no máximo três dias de votação. (A.E.)

mockup