O líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Magalhães Júnior (BA), quer tornar ainda mais rígida a emenda que acabará com a imunidade dos parlamentares. Ele já preparou, e pretende apresentar na reunião de terça-feira com Aécio, uma proposta estabelecendo o prazo de 60 sessões (cerca de três meses) para que os partidos possam solicitar a suspensão do processo pelo STF contra o parlamentar.

Pela emenda em tramitação na Câmara, a licença para o Supremo processar deputados e senadores por crimes comuns é concedida automaticamente. O processo poderá, no entanto, ser sustado a pedido do partido político e aprovado pelo plenário da Câmara ou do Senado. Mas a proposta não prevê nenhum prazo para que processo seja suspenso. ''Sou a favor do fim da imunidade desde que, iniciado o processo, ele possa ser sustado a pedido do partido com a votação do plenário'', diz o tucano.

Encarregado pelo PPB de participar das discussões sobre o fim da imunidade parlamentar, o vice-líder do partido, deputado Gerson Peres (PA), quer fazer o caminho inverso e pretende apresentar uma proposta que obrigue a Câmara ou o Senado a julgar o pedido do Supremo para processar o parlamentar no prazo de 60 dias. Caso esse prazo não seja cumprindo, a licença é concedida automaticamente. ''Não podemos eliminar a imunidade e sim restringi-la, limitá-la a fim de preservar o parlamentar de atos que podem ser armados contra ele'', diz Peres.

Aécio tentará ao longo desta semana fechar um texto com os líderes governistas sobre o fim da imunidade. (L.L.)

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